Você já parou para escutar os seus pulmões?

Esse é o mote de uma nova campanha de conscientização sobre problemas respiratórios. O diagnóstico precoce e o tratamento correto evitam muitas complicações

Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) não são brincadeira: juntas, elas atingem mais de 27 milhões de brasileiros e 510 milhões de indivíduos em todo o planeta. A duas são marcadas pela interrupção do fluxo de oxigênio, o que leva a crises de falta de ar que podem até levar à morte.

Chama a atenção ainda o fato de 20% dos asmáticos terem uma versão grave da enfermidade e, desses, 5% estarem com o quadro fora de controle. Enquanto isso, estima-se que a DPOC se tornará, até 2030, a terceira maior causa de morte no mundo (só ficará atrás de distúrbios cardiovasculares e câncer).

Números tão assustadores motivaram a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e a farmacêutica GSK a lançarem a campanha “Escute Seu Pulmão”. A ideia é alertar as pessoas sobre a gravidade dessas duas doenças e a importância de procurar o profissional de saúde caso você sinta alguma dificuldade para respirar ou sintomas como tosse, sibilos, falta de ar e opressão no tórax.

“Muitas vezes, o sujeito tem alguns incômodos e acha que é normal ou passageiro. Nossa recomendação é que ele escute e preste atenção nos sinais que os pulmões dão e, assim, consulte o médico o quanto antes”, destaca o pneumologista Marcelo Gervilla Gregório, da SBPT.

Para reunir todas as informações sobre o tema, foi criado um site. A plataforma, que pode ser acessada aqui, trará vários conteúdos especiais sobre asma e DPOC e ficará no ar até o mês de setembro.

Por André Biernath
Ilustração: André Moscatelli/SAÚDE é Vital
Fonte: saude.abril.com.br/medicinapulmão

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Atividades ritmadas pela alegria

Exercícios físicos e atividades lúdicas têm contribuído na evolução do tratamento e no controle da Doença Pulmonar Crônica (DPC)

Respirar é tão automático que nem percebemos a sua importância ao longo das 24 horas do dia. Mas quem tem ou já teve um comprometimento de até 70% da sua capacidade de respiração conhece bem o valor de um pulmão perfeito. São essas pessoas que, apesar da limitação respiratória, arrumam “fôlego” para encarar os mais diversos tipos de exercícios físicos e, pelo menos uma vez ao mês, tentam acertar os passos na dança ritmada pelo pulmão. Continue lendo

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O que é bronquite, dos sintomas ao tratamento

Essa doença, seja na versão aguda ou crônica, exige bastante cuidado. Mas tem como prevenir… e usar os remédios da melhor forma possível

bronquite é a inflamação dos brônquios, tubos que levam o oxigênio até os pulmões. Existe na forma aguda, quando sintomas como tosse, chiado no peito e dificuldade para respirar permanecem por no máximo algumas semanas, e na forma crônica, quando o problema acompanha o indivíduo pela vida toda. Continue lendo

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Asma e DPOC são cada vez mais comuns, mas estão matando menos

Pesquisa gigantesca analisa o impacto de ambas as doenças respiratórias na saúde ao redor do mundo

Primeiro, a má notícia: a asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), duas das principais complicações do trato respiratório, ficaram mais comuns ao redor do mundo. E, agora, a boa: elas estão matando menos gente.

É o que mostra o levantamento mais completo sobre o assunto dos últimos tempos, o Global Burden of Disease (GBD) 2015, da publicação científica The Lancet. O relatório se debruça sobre epidemias no geral, porém os dados a respeito dessas duas disfunções respiratórias foram coletados pelos pesquisadores entre os anos de 1990 e 2015.

Durante o período levado em consideração, a porcentagem da população que sofre de asma subiu em cerca de 12%. Na contramão, o número de mortes relacionada à doença diminuiu mais ou menos 27%. Continue lendo

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Homenagem – Uma jovem pneumologista cearense

O discurso apresentado pelo Presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Dr. Fernando Lundgren, por ocasião da Solenidade de Abertura do XI Congresso Brasileiro de Asma e VII Congresso Brasileiro de DPOC e Tabagismo ocorrida no dia 02 de agosto de 2017, no Centro de Eventos do Ceará

Uma jovem pneumologista cearense

A turma de médicos que se graduou em 1966 pela Universidade Federal do Ceará, há meio século portanto, certamente não imaginava que, entre eles, estava uma colega de profissão que transformaria a realidade da Pneumologia no estado do Ceará e no Brasil. Aquela jovem médica, entusiasmada com o futuro profissional aberto à sua frente, tinha por algumas de suas características a curiosidade, a inquietação, a criatividade, mas também, a sensibilidade social, a visão humanística, a busca incessante por uma qualidade cada vez maior no atendimento aos pacientes e aos seus familiares. De alguma forma, o sistema respiratório a encantou ainda nova. Em épocas finais dos famosos sanatórios para o tratamento das pessoas com tuberculose no nosso país, ela aprendeu a atender com desenvoltura aqueles indivíduos estigmatizados com febre, tosse, hemoptoicos, consumpção, dispneia. Ao examinar e auscultar os pulmões daqueles pacientes maltratados pela tísica e identificar uma profusão de sons dos mais variados significados semiológicos, sentiu mesmo a vocação para conhecer e cuidar melhor desses pacientes. Segundo ela própria confessa em rodas de conversa, isso foi motivador, talvez até sedutor, para que abraçasse a emergente especialidade da Pneumologia e Tisiologia. Ela foi literalmente fisgada pelos pulmões.

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