Asma: pesquisadores encontram origem do problema

Ausência de uma molécula no organismo estaria relacionada ao surgimento da asma. A descoberta dá esperança a novos tratamentos

Apesar das inúmeras opções disponíveis na farmácia, até hoje o tratamento contra a asma continua baseado apenas no controle dos sintomas, como as tosses e as crises de falta de ar. A ausência de remédios que agem na raiz do problema se deve à carência de um conhecimento mais aprofundado sobre o que acontece em detalhes lá nos pulmões.

A boa notícia é que a ciência acaba de avançar mais um pouco nesse sentido: estudiosos do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) descobriram que a falta de uma molécula conhecida por Blimp-1 é um ponto-chave no colapso das vias respiratórias.

“Isso abre a perspectiva de interferir diretamente no quadro alérgico por meio de uma vacina ou um medicamento”, vislumbra o imunologista João Santana da Silva, orientador da investigação, realizada em células humanas na bancada do laboratório e também em cobaias.

O passo seguinte será justamente desenvolver fármacos que mexam com esse processo.

Quais são as opções atuais
Broncodilatador: amplia o calibre dos brônquios, tubos por onde passa o oxigênio. Na asma, eles se fecham de forma crônica.

Anti-histamínico: atua contra a inflamação em diversos processos alérgicos. Reduz a vermelhidão, a coceira e o nariz escorrendo.

Corticoide: alivia a inflamação e suprime algumas células do sistema imunológico, que funcionam de forma exagerada.

Ajustes na casa: eliminar carpetes, bichos de pelúcia e cortinas e manter os cômodos limpos ajuda a controlar as crises respiratórias.

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21 de Junho | Dia Nacional de Controle da Asma

“Olá amigos, Bom dia.
Hoje é o Dia Nacional de Controle da Asma.
 
Nós cearenses, temos muito a comemorar porque o Programa de Atenção Integral à Criança e Adulto com Asma de Fortaleza, o PROAICA, em apenas quatro anos de sua reestruturação, reduziu os internamentos de 3.400 em 2013 para 816 em 2017; aumentou o número de pacientes cadastrados e controlados, de apenas 3.000 para 12.000.
 
A meta será reduzir ainda mais o sofrimento de nossos asmáticos, e até levar as mortes a nível zero, até 2021. 
 
Quem tiver asma e quiser se livrar das crises e da morte pela doença, procure o PROAICA, um PROGRAMA reconhecido pela Sociedade Brasileira de Pneumologia como exitoso, entre tantos outro.
 
Parabéns aos que iniciaram e aos que hoje empunham a mesma bandeira idealista de controle da asma dos fortalezenses. “VIVA O PROAICA”. Apresentação dos números da ASMA em Fortaleza e o nosso Guia de Bolso, que tem tudo sobre como controlar a doença. ”
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Fonte: FASTMEDIC/SMS – Fortaleza
Fonte: DATASUS/AIH. * Dados sujeitos à modificação.
 *2018 dados de janeiro à maio

Guia de Bolso
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Coordenação da Dra. Joana Rafaela
Comemorações e capacitações no Dia Mundial da Asma 2018
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Você já parou para escutar os seus pulmões?

Esse é o mote de uma nova campanha de conscientização sobre problemas respiratórios. O diagnóstico precoce e o tratamento correto evitam muitas complicações

Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) não são brincadeira: juntas, elas atingem mais de 27 milhões de brasileiros e 510 milhões de indivíduos em todo o planeta. A duas são marcadas pela interrupção do fluxo de oxigênio, o que leva a crises de falta de ar que podem até levar à morte.

Chama a atenção ainda o fato de 20% dos asmáticos terem uma versão grave da enfermidade e, desses, 5% estarem com o quadro fora de controle. Enquanto isso, estima-se que a DPOC se tornará, até 2030, a terceira maior causa de morte no mundo (só ficará atrás de distúrbios cardiovasculares e câncer).

Números tão assustadores motivaram a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e a farmacêutica GSK a lançarem a campanha “Escute Seu Pulmão”. A ideia é alertar as pessoas sobre a gravidade dessas duas doenças e a importância de procurar o profissional de saúde caso você sinta alguma dificuldade para respirar ou sintomas como tosse, sibilos, falta de ar e opressão no tórax.

“Muitas vezes, o sujeito tem alguns incômodos e acha que é normal ou passageiro. Nossa recomendação é que ele escute e preste atenção nos sinais que os pulmões dão e, assim, consulte o médico o quanto antes”, destaca o pneumologista Marcelo Gervilla Gregório, da SBPT.

Para reunir todas as informações sobre o tema, foi criado um site. A plataforma, que pode ser acessada aqui, trará vários conteúdos especiais sobre asma e DPOC e ficará no ar até o mês de setembro.

Por André Biernath
Ilustração: André Moscatelli/SAÚDE é Vital
Fonte: saude.abril.com.br/medicinapulmão

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Asma e DPOC são cada vez mais comuns, mas estão matando menos

Pesquisa gigantesca analisa o impacto de ambas as doenças respiratórias na saúde ao redor do mundo

Primeiro, a má notícia: a asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), duas das principais complicações do trato respiratório, ficaram mais comuns ao redor do mundo. E, agora, a boa: elas estão matando menos gente.

É o que mostra o levantamento mais completo sobre o assunto dos últimos tempos, o Global Burden of Disease (GBD) 2015, da publicação científica The Lancet. O relatório se debruça sobre epidemias no geral, porém os dados a respeito dessas duas disfunções respiratórias foram coletados pelos pesquisadores entre os anos de 1990 e 2015.

Durante o período levado em consideração, a porcentagem da população que sofre de asma subiu em cerca de 12%. Na contramão, o número de mortes relacionada à doença diminuiu mais ou menos 27%. Continue lendo

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Como controlar as alergias respiratórias

Para muitas famílias, é quando o clima esfria que vem a preocupação com rinite, asma… Especialistas indicam cuidados essenciais para prevenir chateações

As alergias respiratórias mais comuns em crianças e adolescentes são a rinite alérgica, caracterizada por entupimento nasal, coceira, espirro e sensação de nariz escorrendo, e a asma, que se manifesta com chiado no peito, tosse e falta de ar. Às vezes, a criança com asma só apresenta tosse persistente ou um aperto no peito após a prática de exercícios.

As doenças alérgicas ocorrem principalmente em pessoas com predisposição genética. Elas apresentam vários sintomas ao entrar em contato com determinadas substâncias no ambiente, caso da poeira. Como pode ser difícil diferenciar as manifestações de uma alergia respiratória daquelas decorrentes de um resfriado, em algumas ocasiões é necessária uma avaliação médica.

Na realidade, alguns fatores podem causar ou piorar as reações alérgicas, como viroses, pó (contendo substâncias liberadas por ácaros, baratas e animais domésticos) e bolor. A fumaça e os odores do cigarro também têm um papel prejudicial aqui. Continue lendo

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